sexta-feira, 9 de março de 2012

OnFire PodCast Leo Santos parte 2

Fala galera!
Chegando com a parte 2 do bate papo com o super artista da Pixar Leo Santos!
Espero que gostem!


Hey guys!
Here is the last part of the incredible chat with Leo Santos, from Pixar! Hope you guys enjoy it! 
English version is just after the portuguese one!
Thanks,



De onde vem a motivação para sempre continuar evoluindo? O time sempre se ajuda? estudam juntos, acrescentam no trabalho do outro? Como é essa troca de informação entre os profissionais?
Uma das melhores coisas sobre a Pixar é a sensação de se estar numa universidade. Há muito material de estudo disponível, e horas de discussões sobre cinema com os colegas de trabalho. Na hora de se procurar alguém que te ajude com os seus shots sempre é fácil achar alguém disposto a ajudar. Mas o processo em si também ajuda, já que você está constantemente colocando o seu trabalho para ser avaliado na frente de várias pessoas extremamente talentosas, e há uma troca de idéias livre sobre como chegar a um resultado melhor, tanto visualmente quanto em termos de se facilitar a produção e não dificultar a vida de outros artistas em outros departamentos.

Aqui no Brasil são poucas as empresas que realmente investem nos funcionários, criando cursos de reciclagem, horas extras de estudo. No mercado americano há muitas empresas que primam por ter e nutrir essa filosofia de sempre manter os funcionários evoluindo. Você acha que esse é um ponto chave que distancia os 2 países?
Eu não acho que é uma questão de Brasil vs. EUA, existem vários estúdios diferentes nos EUA e uma grande variedade de abordagens. Os estúdios maiores, que não têm similares no Brasil, sem dúvida investem mais em pesquisa e levam a sério quando um artista quer se aprofundar mais em seu trabalho, mas o estúdios menores funcionam de maneira bem similar aos do Brasil. É mais uma questão de ser grande o suficiente para poder investir nesse tipo de coisa.

Uma vez, Mark Walsh me disse que não é você que escolhe a Pixar e sim a Pixar escolhe você. É muito grande a quantidade de reels que param nas mesas dos animadores para serem avaliados? Qual a dica mais importante para se ter numa reel? 

 O mercado de animação está bastante saturado atualmente, e a quantidade de reels chegando em qualquer departamento é enorme. Uma dica importante para animadores brasileiros é ter foco. As posições em estúdios grandes por aqui são bem específicas, não adianta mandar uma reel que mostra habilidades de generalista para uma posição de animador, essas habilidades extras não irão "contar pontos", por melhores que sejam. Às vezes essas habilidades extras contam pontos para estúdios menores, mas ultimamente esses estúdios têm muitas dificuldades conseguindo vistos de trabalho, e geralmente sequer consideram essa possibilidade.

A minha posição atual, Artista de Layout, é uma especialização que é rara no Brasil, ou pelo menos não conheço alguém que faça apenas esse tipo de trabalho no mercado brasileiro. Mas após fazer layout por vários anos, eu tinha uma reel que ia direto ao ponto, e mostrava exatamente o que eles estavam procurando para essa posição.

O profissional brasileiro sofre com a precariedade de estruturas de produção tão banais aí fora. Qual a grande diferença que você vê entre Brasil e EUA? As produtoras e estúdios aqui precisam investir mais no lado business? Ter produtores que realmente entendam do mercado? Pipelines que funcionem sem gambiarras? Porque para muitas pessoas há aquele mito de que é simplesmente por conta da grana e alguns falam que é falta de talento? Para você o que separa esses dois mundos?
Eu não sei como estão as coisas no Brasil atualmente, mas há 10 anos atrás a maior diferença era a ausência da idéia de uma pipeline (um conjunto de standards, procedimentos e software que faz o processo de animação fluir com facilidade de um departamento para outro, e que é reutilizado e aprimorado em cada projeto) e os profissionais que fazem o trabalho mais técnico necessário para a pipeline funcionar. Esse é um trabalho difícil, que requer planejamento e comunicação entre os artistas e programadores, mas é essencial, bem como ter pessoas dedicadas a R&D.

Quais são seus planos a medio prazo? Você pensa em ser supervisor na Pixar? dirigir um curta ou um longa? voltar ao Brasil?
Por enquanto eu quero curtir o trabalho sem muitas responsabilidades, voltar a gostar do que eu faço e, mais importante, ter uma vida fora do trabalho. Eventualmente, sim, vou procurar oportunidades e talvez voltar a supervisionar. Mas há muito o que aprender e muito o que se fazer antes de voltar a pensar nisso. Cada coisa a seu tempo.

A grande maioria dos animadores do Brasil olham para você como um dos poucos que chegou lá. Que venceu. Como você sente esse carinho? muitas pessoas te mandam emails com portifólios? Você consegue responder a todos?
Infelizmente, eu raramente tenho respondido a emails. Eu costumava gastar horas por semana respondendo cuidadosamente a perguntas de pessoas interessadas em animação, mas eu raramente recebia sequer um email de resposta dizendo "obrigado". Resolvi que era uma perda de tempo já que a maioria dessas pessoas aparentemente não levavam a sério o tempo que eu dedicava a elas, então parei de fazer isso. Tempo é algo muito precioso.

ENGLISH VERSION

How you keep yourself motivated after all this time to keep pushing your limits? The team that surrounds you is always helping? You guys study together? How come this exchange of information between you guys?
One of the best things from Pixar is the sensation that you are inside a university. There is so much study material available and hours of movie discussions with team mates. Its always easy to to find someone willing to help you out. But the process is equally helpful because you are always showing your job in front of the whole crew, which by the way, extremely talented. So in this process we have such a huge exchange of knowledge and free ideas about how to achieve the best result visually and in terms to make things easier for the production so there’s always this worry about no letting your work slows down other department.
 
Here in Brazil there’s only a few companies that really invest in their employees, not even inside courses or extra hours of studying. In US there has so much companies that nurture the believe that the best your employee gets better results they will achieve and a better product will blossom. Maybe this is a line that separates US from Brazil?
I honestly think it’s not about comparing face to face Brazil and US. In Brazil you don’t have a single studio with the size of the big ones here and for that it’s clear that the investment reaches the artist and research. But in small companies, I can’t tell much difference from the studios in Brazil and the studios at US. It’s more of a question of been big enough to have enough money to invest.

Once, Mark Walsh (Pixar’s animatior supervisor) told me that you don’t choose Pixar. Pixar chooses you. Is it insanely high the amount of Reels that dives into the animators desk everyday for evaluation? What’s the most important tip in a Reel?
The animation market is pretty full right now so the amount of reels is huge. A important tip I could share with Brazilian animators is to keep focus. The positions at the studios are pretty specific and they request experts. So it won’t help if you show your knowledge at rigging, modeling or anything else if you are applying for animation job. Most of times those extra skills DO help you apllying into smaller studios but not into the big ones.
Right now, my work as Layout Artist is a pretty rare area in Brazil or at least I do not know anyone doing it. But after doing layouts so many years I thought that I had a Reel that could really show it and that’s what they were looking at that time.

Brazilian artists suffer a lot with the lack of good production pipelines that are so easy to find over there. What’s the main difference you see between Brazil and US? The studios here need to have a better business mind? Do we need producers that really understand the business? Better pipelines? And why do you think that for many many people, the money is the main issue and that we just don’t have good  artists?
Well, I don’t know how is the day by day in Brazil, but 10 years ago, the main difference was the absolutely lack of pipeline (a set of standards, procedures and sofwares that makes the animation process flow with ease from one department to another and that is reused and enhanced in each project)  and professionals who do more technical work necessary for the pipeline work. This is a difficult job that requires planning and communication between artists and programmers, but it is essential, as well as having people dedicated to R & D.
So what are your plans in the medium term? You think about being supervisor at Pixar? Maybe direct a short or a feature? Return to Brazil?
Right now Im enjoying the work with a care free mind. For me the important thing is to enjoy what I do and have a life outside of work. But eventually yes, maybe going back and look for opportunities to supervise. But there is so much to learn and much to do before I re think about it! All in good time.

The Vast majority of Brazil’s animators look upon you as one of the few who made it. Who won the battle! How do you feel this emotions towards you? Many people send you emails with portifolios? Do you have time to respond them all?
Unfortunately, I rarely have responded emails. I used to spend hours a week answering questions carefully to people interested in animation, but I rarely even received an email response saying “thank you”. So I decided it was a waste of time since most of these people did not take seriously the time I devoted to them, then I stopped doing so. Time is very precious.


sexta-feira, 2 de março de 2012

Making Of Poneis Malditos 2! Making Of /damned Poneys 2!



Fala galera!!
Resolvi fazer um audio ao invés de escrever um texto, acho que assim fica mais tranquilo né?
Eu vou falar um pouco sobre o processo de animação e como foi animar os poneis malditos 2!
Abraços,





Hey there Folks!
I did something different now and so instead of writting a bit text, I decided to record a audio. I hope you guys enjoy it!
Thanks,
Comercial





 Processo de animação/ Animation Steps












Referência do Piu piu e Frajola / Silvester and Tweety reference


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Entrevista com Leo Santos parte1 - Interview with Leo Santos part1

Fala galera!
É com muito orgulho que trago para vocês a entrevista com o super talentoso artista brasileiro Leo Santos!
Para quem não conhece muito o rapaz, basta dizer que ele hoje trabalha na Pixar.
Aqui vai a primeira parte dessa super inspiradora conversa, espero que gostem!
Abraços,

Hey guys!
With great pleasure I bring to you the first part of the interview with the super talented Leo Santos! Blur and Pixar are part of his life so dive into the words of this incredible guy that make it! There ll be 2 texts here, one in portuguese and scrolling down the english part!
Thanks,



 

Como começou a sua paixão por animação? Você se via como um animador 2D? O que te inspirou a procurar conhecer animação?
Desde que eu estava fazendo faculdade de Design eu já estava pensando em maneiras de entrar no mercado de animação, e estudando por conta própria tudo o que eu podia. Nessa época era mais difícil estudar animação 3D, pois os softwares disponíveis eram muito limitados e o máximo que dava pra fazer com personagens eram bonecos feitos de bolinhas, a não ser que você tivesse US$50000 pra comprar um Alias Power Animator mais outros US$50000 por uma estação Silicon Graphics.

Antes disso, eu fiz um ano de faculdade de Cinema na UFF, e comecei a me interessar por 3D quando eu percebi que era uma ferramenta interessante para explorar câmeras, cortes, cenários e iluminação, sem me dar conta que isso seria anos mais tarde conhecido como "Previs" ou Layout. Fazer cenários estáticos e experimentar com câmeras e edição era bem mais viável na época, e foi a minha porta de entrada. Mas foi logo em seguida que computação gráfica teve um boom, seguindo o lançamento de Toy Story, e eu comecei a experimentar com animação de personagens também.

Em paralelo a isso tudo, eu estava estudando animação 2D e desenhando bastante, pilhas de papel todo dia. Eventualmente, o caminho de animação 3D pareceu mais viável, por ser uma combinação de talentos que eram úteis na hora de procurar um emprego. Animação de personagens era um mercado minúsculo no Brasil, mas a área de Motion Graphics tinha mais oportunidades.



Como foi sua entrada no mercado de trabalho no Brasil? Você fez alguns jobs bem legais por aqui, inclusive o clipe que ficou muito conhecido na época do Frejat. Essa exposição te ajudou a ver novos horizontes?
O meu primeiro emprego de verdade na área, depois de uns dois estágios, foi na antiga equipe de animação e design da Multirio. Eu fazia um pouco de tudo, design, animação, rigging, iluminação, composição e edição, e essa era a realidade do mercado na época, não havia muita especialização. O clipe do Frejat eu fiz como um freelance com o estúdio Consequência ao mesmo tempo em que estava trabalhando no Twister Studio. Era uma correria incrível, trabalhando em média umas 16 horas por dia. Eu me lembro vagamente de achar que seria demitido na Twister porquê eu chegava todo dia tarde e sempre extremamente cansado! Mas esse foi o único modo que eu encontrei de trabalhar com animação de personagens, ao invés de motion graphics, que também é algo que eu sempre gostei muito, mas não era a minha paixão. Com isso, eu consegui fazer uma demo reel bem tosquinha pelos padrões atuais, mas que foi o suficiente para ganhar destaque em sites de CG e levaram a um convite do Blur Studio.

A entrada no mercado americano, você acha que o timing foi muito valioso? Você começou a trabalhar por lá primeiro com publicidade? Como foi a experiência de viver de publicidade fora do Brasil? Mesmos prazos? Viradas de noite ou respeito ao profissional?
Na realidade o que eu fiz de menos na Blur foi publicidade. Meu primeiro projeto foi fazer layout e animação para um DVD de Natal do Mickey, no qual eu trabalhei um ano. Ao terminar esse projeto eu fui promovido a supervisor de animação e passei a trabalhar em vários "cinematics" para jogos, e foi isso que eu fiz por vários anos, até começar a dirigir uma campanha de comerciais de biscoitos no meu último ano na Blur. O timing foi perfeito para mim, porquê o estúdio estava em um processo de crescimento, indo de 25 funcionários quando eu cheguei a cerca de 100 quando eu saí, e repensando todo o processo de animação ao longo desses anos. Foi legal fazer parte disso.

O mercado de cinematics é um pouco ingrato, já que o cliente sempre quer 'Lord of the Rings", mas feito em 2 meses. Teve muitas viradas de noite sim, infelizmente, mas conforme o estúdio foi amadurecendo as coisas melhoraram. No final, o trabalho mais tranquilo que eu fiz foi justamente a campanha comercial, que tinha um "schedule" longo e foi bem mais fácil de planejar (eram 10 comerciais por temporada, e dava pra reutilizar muitos assets de um para o outro).

Blur, um nome que você ajudou a construir. Como foi os primeiros anos dessa produtora com você lá? você viu a empresa crescendo, mostrando seus primeiros projetos. Qual era o espírito de equipe por lá e o que você acha que foi o ponto fundamental para eles virarem quem são hoje?

A Blur já existia há alguns anos quando eu cheguei, mas ainda eram pequenos e não tinham uma "pipeline" desenvolvida, o trabalho era feito basicamente do mesmo modo a que eu estava acostumado no Brasil. Conforme o nível de exigência aumentava e os trabalhos ficavam mais complexos, a necessidade de se reorganizar o processo e desenvolver uma pipeline rápida e enxuta era um preocupação permanente. O estúdio se reinventava constantemente, e isso tinha um lado bom, de aprimorar o processo, e um ruim, de não haver consistência entre projetos, o que levava a várias ineficiências. Foi um aprendizado enorme para mim.

Em um estúdio daquele tamanho o impacto do seu trabalho no resultado final é grande, é mais fácil se destacar e isso funciona a seu favor, mas o contrário também acontece. Isso é uma dinâmica diferente de estúdios grandes, onde o trabalho é mais especializado e a influência de um artista no resultado final é mais diluída. O foco da Blur nos artistas permitiu que eles se mantivessem eficientes e rápidos, mas ao mesmo tempo colocou um peso enorme nos ombros dos próprios artistas, que geralmente trabalhavam muito em troca desse controle do resultado final. É um equilíbrio difícil de se alcançar.

Já estabilizado no mercado externo, quando foi o ponto em que você se sentiu preparado para mandar o reel para a Pixar? Existe o momento certo ou é uma combinação de momento e preparo?
Depois de oito anos de trabalhos exaustivos e difíceis na Blur, a motivação maior foi o cansaço! A promessa de um trabalho de qualidade com tempo adequado para ser executado sempre foi tentadora, mas eu ainda sentia que estava aprendendo muito na minha posição na Blur. Quando o equilíbrio entre cansaço vs. aprendizado começou a pender para o lado errado, eu senti que era hora de tentar a Pixar. Três rounds de entrevistas via Skype depois, lá estava eu indo para San Francisco fazer o último round de entrevistas em pessoa.


Como foi passar pela guarita da Pixar pela primeira vez como funcionário? Qual o tamanho do desafio de estar na equipe mais criativa e inovadora de animação das últimas décadas?
Só o que eu conseguia pensar era "Será que vão me barrar no portão porquê eu ainda não tenho cartão?"


Quando o sonho passa a ser realidade, você se acostuma com o dia a dia de trabalho no estúdio ou sempre há uma coisa que te lembra de como aquele lugar é especial? 

Eventualmente os prazos e problemas a serem resolvidos transformam o deslumbramento inicial em um trabalho como qualquer outro. Trabalho sempre tem problemas, nenhum lugar é perfeito, mas mesmo assim é sem sombra de dúvida o melhor lugar onde eu já trabalhei, e há sempre algo acontecendo no campus do estúdio que me lembra disso, de aulas gratuitas, sessões de filmes, áreas de esportes e recreação, a eventos bizarros e divertidos. Um dia desses puseram o John Goodman, que estava no estúdio gravando a voz do Sully, para ler um relatório técnico de produção num staff meeting. Logo em seguida, os diretores de um dos filmes novos tocaram "Jingle Bells" com sininhos amarrados nas pernas e braços, na frente de uma audiência incrédula.

Mas, pessoalmente, a melhor coisa é poder trabalhar com alguns dos meus ídolos. Durante o meu trabalho em Brave, eu frequentemente tive oportunidade de lidar diretamente com o diretor, Mark Andrews, discutindo diferentes soluções para shots e sequências do filme. De vez em quando eu tinha que me lembrar que aquele sujeito engraçado e gente boa foi o supervisor de estória do Iron Giant e de Os Incríveis, dois dos meus filmes de animação favoritos. Essa foi a razão maior de eu querer vir fazer Layout num estúdio como a Pixar, e estou extremamente satisfeito com o resultado até agora.


ENGLISH VERSION!

How did your passion for animation begins? What inspired you to dive into the animation world?
Since I was at Design school, I was planning a way into the animation business, so I kept self thought studying any how I could. In that time it was pretty though to study 3D animation because the available softwares were pretty limited not to say expensive. You would need to spend US$ 50,000 just to by an Alias Power Animator and spend other US$ 50,000 for a Silicon Graphics.

Before Design School, I did one year of Cinema college at UFF and that’s where I began to feel a connection with 3D once I noticed that it was a powerful tool to explore camera movements, cuts, backgrounds and lighting, but at that time I didn’t know that this area of the business is called “Previs” or layout. So at that moment, do some still backgrounds and experience some cameras and edits was pretty possible so that was my way in.
In the other hand I was studying 2D animation and having a lot of time spent at sketching, actually it was tons of paper sheets every day! Eventually the 3D animation showed to be a clearer patch once it was a combination of multiple tasks that would help me getting a job. Character animation was almost null at that time at Brazilian industry but the Motion Graphics was much more accessible.

How did you get you first chance to work in Brazil? You did many cool jobs around here, including a music clip from the artist Frejat. This highlight helped you finding new horizons?

My first job in the business, after some small internships, was with the ancient Multirio animation and design team. Eu did a bit of everything, design, animation, rigging, lightning, composition, editing and that was the reality of that moment. There wasn’t space for specialists. The Frejat’s music clip I did as a freelance at Consequência Studioand at the same time I was working at Twister Studio. I remember it was pretty insane working 16 hours a day. I vaguely remember that I thought I was going to get fired from Twister because I was late every single day and I was burned out completely! But that was the only way I found to get to work with character animation instead of motion graphics, which by the way I always enjoyed to do but It wasn’t my passion. With all this crazy rush, I got myself a crude demo reel (if you put it in today’s terms) but at that moment, I got highlighted at may CG sites and with that I got the invitation to work at Blur Studio.


Regarding your entrance in US business, did you think that your timing was a lucky strike? You began your carrer there working with adds? What about the experience leaving outside Brazil’s business mind? The deadlines were the same? Working until the next day without sleeping or you notice a respect with the professional?
Actually what I least did at Blur was publicity. My first job there was layout and animation for Disney’s Mickey’s Special Christmas DVD, it lasts one year. After that I got promoted as a animator supervisor and so I started working with many cinematics for games and that’s what I done for many years, until I got a cookie campaign in my last year of Blur.
The timing was perfect for me, when I got into Blur they had only 25 employees and they were growing pretty fast. When I left Blur they had 100 employees. So it was a great deal for me to be part of that.
The cinematic business is a bit ungrateful, because almost all the clients wants “Lord of the Rings” done in a couple of months. We had a lot of night turns indeed but as the studio continued to grow, things got better and better. At the end, the the most easy going work I’ve done there was the cookie commercial. (it was 10 commercials per season so we could re use many of our assets).

Blur, a name you helped to build. How was your first years at the Studio? You witnessed the growth and the first projects. What was the spirit there? And what was the fundamental stone that made them who they are today?
Blur actually was running before I got there, but at that time they were quite small and didn’t have a pipeline completely developed, the job was done basically the same way I was used to do in Brazil. But as the bar level start to raise, the jobs got more complex and the necessity to reorganize and develop a better and structured pipeline was one of the main concerns. Blur was reinventing itself constantly and that was something good in one hand because we were always improving but in the other hand at that time we didn’t have consistency between jobs, which leaded us to inconsistent workflow, but it was a huge learn for me and for the company.
In such a small studio as Blur was at that time, one man’s job makes a lot of difference and it’s a great chance to step up and show yourself but the opposite is true, the pressure was set in everyone’s work. Blur’s focus at the artists allowed them to keep their pace efficient and swift but the same time demanded a lot of commitment among the artists, which they (artists) like to do so because they could control the results better. So it’s a difficult balance to stabilize.
At bigger studios, the work is much more vaporized making the whole process be more important than one man’s job.

With your place already set on the business, when you felt it was time to go even bigger? When you felt it was about time to try to hit Pixar? Do you think that exists “the right moment” or it’s a mix of timing and be prepared?
After eight long and exhausted years at Blur, the real motivation was the tiredness!
The idea of a job that could give you quality of time to execute your work was always my goal, but I felt that I was learning so much at Blur that it wasn’t just the moment to leave there. When the balance between tiredness and learning started pending at tiredness I decided it was time to see new places. Pixar was the way! So after three rounds of Skype interviews I went  to San Francisco to do the last round of interviews face to face.

 
How did you feel when you crossed Pixar’s gate for the first time as an employee?
Well, to be honest, all I could think of was “What if the stop me because I don’t have my card yet?”


When the dream comes true, you get used to a Day by Day work at Pixar or there’s always something that reminds you that you are at a special place?
Eventually the reality shows up and deadlines and other problems needs to handled, so the overwhelming feeling is replaced by the feeling that you have to work as if it was anywhere else.
Work will always be work, no place is perfect but Pixar is definitely the best place I ever worked at, and there’s always things going on that reminds me this. For example the free classes, movie sessions, sport areas and the bizarre and yet crazy funny events. One of these days, John Goodman was at Pixar recording the voice for Sully, so he was asked to read a technical production report at a staff meeting. Just after that, the directors of the new movie started to play “Jingle Bells” with small bells strapped at arms and legs, in front of  a disbelieving audience.
But right now the best thing is that Im surrounded by my idols! During my work at Brave, I frequentely had the opportunity to deal in person with director Mark Andrews, discussing ways and possibilities for shots and hole sequences. Sometimes I had to step back and remember that that funny and gentle guy was actually the head of story at Iron Giant and The Incredibles, two of my favorite movies of all time. This is the main reason I came to do Layout at Pixar and Im completely satisfied with the results until now!

Here is the end of the first part of the interview with Leo Santos, stay tuned for the next part!












sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Inspirador!!

Fala galera!
Desculpa pela ausencia! tem sido meses beeeem corridos de trabalho, mas tudo bem!
Aqui vai um curtinha que me fez dar aquele sorriso no canto da boca. Gostei porque além de juntar 2D e 3D, ele tem aquela pegada de mitologia do dia a dia sabe? coisa meio história sem fim? Quando pode ser que sim ou não?! Eu adoro esse tipo de história, que remete a nossa infância sem precisar retratar a infância como algo bobo ou sem graça.
Aproveitem!

Hey guys!
Long time! Im sorry I haven't been so present here but many many projects are coming all together, but hey that's life!
Here is a short that reminds me those little magical moments when I was a kid and I thought "could it be?" "what if?".
Besides its a 2D, 3D short which makes me very happy!
I hope you guys enjoy it!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

OnFire PodCast - Fernando Herrera parte 2!


Fala galera!! Finalmente saiu a segunda parte do PodCast com o Herrera! Falando sobre o momento de mandar a Reel pra fora e como foi trabalhar com os personagens do Era do Gelo! Espero que gostem! Logo mais, um podcast super legal com Leo Santos!! Abraços a todos,

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

PodCast OnFire - Fernando Herrera parte 1


Fala galera!!
2012 começou a mil então nada melhor do que um podcast com um animador incrível para agitarmos tudo.
Fernando já trabalhou como supervisor de animação, diretor, produtor independente e mais recentemente animou o especial de natal do Era do Gelo!
Eu decidi fazer um podcast diferente, em formato de video. Com o nome do artista e qual é a parte. Gostaria de saber se fica legal assim ou então eu volto para os podcasts com formatos normais!

Abraços,

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Invertendo o horizonte - Twisting the horizon

Fala Galera!
Ano novo, post novo!
Esse vídeo me trouxe aquela sensação do novo mas de um novo que mora lá atrás da nossa história, o novo lá da infância.
Brincar na piscina sempre foi uma das minhas brincadeiras preditetas e eu passava horas dentro da piscina do clube. E quando a gente é criança e não tem que se preocupar com um bando de coisas que hoje lotam a nossa vida, a gente podia brincar de descobridor ou cientista! Descobriamos muitas coisas novas, a cada brincadeira uma nova e divertida surpresa. Quem nunca prendeu as mãos junto ao rosto em formato de concha antes de mergulhar devagar e descobrir que o ar funcionava como uma lente, deixando a gente ver o fundo da piscina? Ou então levar uma latinha cheia de ar pro fundo só para soltar e vê-la, como um foguete, subindo na água.
Uma frase que me marcou muito foi uma de Marceu Proust "A verdadeira viagem do descobrimento não consiste em procurar novas paisagens, mas em ver com novos olhos." Isso tem muito a ver com a nossa liberdade da infância, aquela mesma que hoje tentamos enquadrar, encaixar e homogenizar para não sermos diferentes ou para não parecermos displicentes. Mas acabamos virando escravos de nós mesmos, sem ter espaço para poder tentar novas coisas, experimentar ou vivenciar coisas que simplesmente nos façam sorrir independente de julgamento alheio.
A nossa volta o mundo nos inspira, tras cores impossíveis no por do sol, reflexos incríveis nos arranha-céus, seres mitológicos nas nuvens, sons incríveis num simples estalar de galhos numa arvore qualquer.
Tudo está a nossa volta, tudo está a nosso dispor, precisamos somente decidir olhar.
Abraços,


Hey there folks!
A new year has come and its time for new posts!
This one is about a short (live action) that brought me so many memories. These memories are feelings that I've lived or maybe situations that can be related to that.
Watching this, I was tossed again to my childhood, when I was so care free and unaware of things that I could play I was a endeavor or a scientist. i could create anything my imagination allowed me to think or I could see anything my mind was intended to create around me. So I remember the days I spent swimming in the pool. I remind the funniest things I would do to understand what the heck was water and how could I have fun with just a bunch of it. Diving with the hands close to the face, holding some air into it and openning my eyes and notice that the air was still there and working as a goggle. Or even play as a engineer and dive with a can full with air until the bottom of the pool and then release it like a space ship.
In those days we allowed ourselves to use our imagination at will. We could see things, smell, hear and experience things from a world that was half real half imaginative. By that we could see the wonders of the world as it is.
So as Marceu Proust would say: The real voyage of discovery consists not in seeking new landscapes, but in having new eyes."
So after seeing this short and get so amused by it, I can see that the world is full of small incredible things and we can never allow ourselves to shut eyes to it!
Cheers,

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Dicas de Animação com o Faisca - 004 / Animation Tips with Sparky -004


O que você plantou para 2012?
Eu sei que estamos nos preparando para a virada de ano e sei também que, em todas as viradas de anos, nós prometemos que o ano que entra será diferente, que no ano novo seremos melhores, mais esforçados, correremos atrás dos nossos objetivos. Eu mesmo fazia do fim do ano um momento para prometer um monte de coisas. Infelizmente o ano novo não zera a vida, nem começa de novo. O dia 1 de janeiro nada mais é do que 24 horas depois da meia noite do dia 31 de dezembro.
De maneira nenhuma esse post é para deixar qualquer um para baixo, mas sim para lembrar a todos a necessidade de vigília constante com os rumos que nossa vida toma.
O 2012 de cada um vai ser um resultado do que plantamos nos últimos anos. Então o que colheremos nada mais é do que o resultado dos nossos esforços acumulados. Não há segredos nem mistérios.
Ser animador exige dedicação e um punhado de horas extras para se desenvolver. Muitas vezes a vida traz surpresas maravilhosas, como um novo emprego ou uma super oportunidade de um freela que pode mudar sua vida. Porém isso nunca vem do nada, não é por acaso. É o resultado acumulado de tudo que fizemos nos últimos anos sendo reconhecido.
Muitas vezes nos pegamos pensando porque as coisas não acontecem, porque acontecem para os outros e não para a gente. Cada um de nós tem seu momento, uma oportunidade que se apresenta e que transforma tudo. Essa oportunidade é do tamanho da sua dedicação empregnada em seu portifólio.
Quanto mais alto for o nível do seu portifólio, melhores são as chances de que essa oportunidade te leve para mais perto do seu sonho, e o contrário também é verdadeiro. Precisamos sempre lembrar daquela velha frase: "-De boas intensões o inferno está cheio." Ela exemplifica de uma maneira muito dinâmica esse período do ano que vivemos.
Prometemos , falamos e pedimos muito. Mas o ano não é feito de 1 dia, mas de 365. E não são as palavras proferidas ou promessas feitas em 1 dia que farão diferença. São os 364 dias restantes de muita ralação, esforço, noites esticadas estudando, produzindo, crescendo e se comprometendo com o seu futuro.
2012 começou a muito tempo atrás. O que será dele para cada um de vocês é resultado do que foi preparado por vocês mesmos nos anos anteriores. Então se vocês querem que 2013 seja um ano incrível, começe hoje, semeie hoje o seu futuro, pois só você pode fazer isso e os frutos podem ser doces ou amargos, você escolhe.
Animação não é uma matéria exata, não é ciência. Ela é a compreensão e a caricaturização da vida em todos os seus detalhes e por menores que poucos enxergam e muitos sentem. Por isso animação é um estudo de uma vida inteira e uma vida inteira é feita de muitos 365 dias de ralação.
Feliz 2012!
Um abraço,

Hi there folks!
I would like to start making a question to all of you.
What did you seed for 2012?
This is a time in year that everyone is preparing to new year's day and I know that this is a meaningful time of the year that we make promises, saying that next year everything will be different, we ll be better people, work harder, study better and we ll chase our goals like never before. But life don't care that much for the new year's day. January first is nothing but 24 hours after December 31. There's no magic in it. Nothing that makes our past disappear and a new "us" born. We will be the same person we were.
It means that to have a great 2012, and hope for big changes in life, business and personal issues we had had done it during the past years. A year wont bring nothing new unless we create the conditions for it.
Be an animator means a life time job. So we need to dedicate time and effort to become even more skilled than we are today and this can only happen if we start today. but the thing is, starting today wont reflect tomorrow, but in a medium term future. Maybe a couple of years ahead.
I know it sounds hard sometimes and giving up or just go with the flow seems not that bad after all and probably its what we've done the last years, and that's the answer why we are not where we wanted to be today.
Opportunities wont just jump over your leap. You must create the ways to build up a portfolio capable to prove you can have the job. Your portfolio is a mirror of yourself, no lies, no excuses. It represents the best of what you can do and most of all, how much effort you injected into your career.
So if your efforts during the year weren't that much, you can have possibilities to work into some places but if you want your dream job you need to put your heart and soul into it and make it happen.
And the funny thing is that it wont happen in January first. But in the other 364 days of the year.
So don't waste time promising, keep in your heart the flame and chase your dreams so you can have a great 2013!
Happy 2012!!
Cheers,

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Dicas de Animação com o Faisca - 003 / Animation Tips with Sparky -003


Fala galera!!
Está saindo mais uma dica do Faisca!
Desse vez eu queria falar sobre :
- "Mire na Lua, se errar, pelo menos estará entre as estrelas".
E para começar a falar sobre isso quero dizer que a vida não é fácil, não termina bem (no final todo mundo morre mesmo) e que o que importa mesmo é o caminho. Bom, todo mundo já ouviu isso antes certo mas realmente entender isso significa olhar para a vida com um pouco mais de coragem e determinação. Escolhemos uma das áreas mais difíceis e complexas de se trabalhar e por isso devemos pagar um preço. E esse preço é cobrado com suor e algo mais. Mas o que esse algo mais significa? O que ele trás para a nossa vida? Esse algo mais é a sua determinação de, mesmo depois de trabalhar o dia todo, você ainda chega em casa e vai animar por conta própria, vai estudar, vai evoluir. Esse algo mais é a chama da coragem, é o combustível da determinação. Na nossa área, se você trabalhar 12 horas por dia, ralando, e fazendo o que os jobs necessitam, você vai se transformar em item supérfluo em alguns anos. Isso porque escolhemos viver uma profissão que não aceita acomodados, que põe de lado aqueles que fazem só o necessário.
Uma vez, quando eu estava dando meus passos para aprender animação, eu entrei em contato com a VanArts no Canadá, e estava super empolgado com a possibilidade de estudar lá, morar em outro país e tudo mais. Tinha ainda 18 anos então o mundo era o limite. E eu me lembro muito bem quando, conversando com o rapaz da admissão de lá, ele me disse uma frase que me marcou muito e só depois de muitos anos eu fui começando a entender melhor. A frase é a seguinte; - Aim to the moon, if you miss at least you ll be among the stars. Ou seja, Mire na lua, se você errar, pelo menos estará entre as estrelas. E com essa frase gravada a fogo no meu coração (putz parece música sertaneja né?!) eu continuei sempre buscando tornar o meu sonho realidade. E o engraçado é que a vida não liga muito para seus sonhos, ela corre num leito muito maior do que qualquer um de nós, e eu caí várias vezes, e mesmo assim não desisti de direcionar meu canhão para a lua. E durante muitos fui ajustando a mira. Esse ajuste sempre foi o estudo. Durante toda a minha vida como animador, e eu sei que muitos animadores também passam por isso, eu nunca parei de estudar. Antes de continuarmos, precisamos abrir um parenteses enorme aqui e é aqui que a coisa pega de verdade. Estudar de verdade não é produzir algo que você consegue realizar. Se você anima no seu tempo livre da mesma maneira que você anima no trabalho, é melhor ir jogar WOW ou alguma coisa parecida porque você não está evoluindo. Estudo requer dedicação, buscar algo novo, algo que você não sabe fazer, estudar técnicas, refazer zilhões de vezes o mesmo movimento até achar uma maneira mais interessante e criativa de resolver a cena. Estudar não é produzir uma montanha de frames de cena, é se dedicar durante meses à uma cena só, tentando tirar dela o máximo, polir o máximo, alterar o máximo, dissecar até você não conseguir achar nenhum erro. Aí você estudou mesmo, e pode ter certeza, que daqui a 1 ano, você vai olhar essa cena de novo e achar problemas MAS naquele momento da produção, você foi além da sua capacidade e se superou. Aí você evolui. Como um cientista, que está no laboratório em busca de respostas para questões que ainda não as tem, ele procura ver com novos olhos, testa metodologias em busca da solução. Esse é o real estudo e não simplesmente praticar animação. Animação é  a soma da prática com a técnica, só que sem a técnica você pode animar 10 mil minutos de animação mediana.
Então quando pensamos grande, pensamos em ser um super animador, temos que ter isso na cabeça, que para chegar lá, precisamos investir tempo e dedicação. Nós animadores nunca podemos apertar o botão do automático e sair produzindo um monte de coisa que é mais do mesmo. Esse é o maior dos erros.
Mas isso também não garante que você um dia vai trabalhar na Pixar, mas isso garante a você a satisfação de ter feito o seu melhor, de ter se desafiado e evoluído acima das suas expectativas e por isso, você vai estar em algum lugar legal!

Hey there Folks!
This time I would like to talk about expectations versus reality. So for the kick off, its important to remember a thing or two about life. Its not easy, in the end every single person you cherish and yourself will die but the best of it is what you do waiting the bitter end. Well, many Indie songs talk about it these days but absorb it into life is add courage and determination into it. And it brings us to the theme of this Sparky Tip.
Aim to the moon! We as animators chose one of the most difficult and challenging areas off all. If you go to work, spend 10-12 hours working everyday and go home and rest and then go back to work the next day, week, year, pretty soon you ll be outdated. (sure we have some exceptions for example companies that invest into their employees and pay courses and such.) We cannot forget that animation is art and as it is, it needs to be challenged, to be tamed and be free to change. This phrase says "Aim to the Moon, if you miss at least you ll be along the stars".
For me it means that we need to create the environment for ourselves to flourish and to prevail even when it seems impossible. Life always brings new challenges,  a new date, babies, deaths, healthy issues, overtime work and we kinda set aside our dreams and start to look at it as we were looking to a beautiful photo from a distant shore.
So what we need to do to make that shore our private beach? the answer is to always study. But hear me when I say that 99% of people cant see crystal clear what means study for real.
Study is challenge, is overcoming things that you dont know how to solve, is to put aside tiredness and laziness. Study is to focus much more in quality then quantity. After finishing a shot, look at it and compare with a Top studio shot and figure out if your shot have the same qualities. If dont, redo it. From zero. Study is not meant to create demoreels, but demoreels are born from study. Many people try to do a lot of shots the same way they would do it as if they were animating at work and thats another non study time, because as scientists we need to try to find answers while we are studding, but if you already know the answer, it loses entirely the meaning of doing so. So take heed of this. You need to dive deeper than ever, everytime you sit down and plan to study. You need to challenge your ways to do things, your beliefs and others too. Tear down the mistisism of animation and try to understand whats behind. By doing that you will understand the meaning of this quote "Aim to the moon, if you miss at least you ll be among the stars".
Cheers,

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Rockettes Reel FX cena 02

Fala Galera!
Essa foi a outra cena que eu fiz para a ReelFX, essa cena faz parte de uma cena maior, o shot todo tinha mais de 1 minuto de duração, com zilhões de personagens animados. Era um trabalho tão massivo que eles dividiram a cena em 6 partes e deram para vários animadores diferentes. A minha parte foi fazer esses 6 humbugs arremessando luzes de natal contra as dançarinas no palco.
A grande dificuldade dessa cena foi fazer 6 vezes o mesmo movimento. Como os personagens desciam continuamente e executavam o mesmo movimento, eu tive que rebolar para trazer diferentes maneiras de se realizar a ação. O mais importante nesse shot, por ser tão longo, era evitar a monotinia. Então eu precisei fazer um planejamento de como executar cada um. O primeiro passo foi realmente pensar em personalidades diferentes para cada um. Nesse caso, eram todos do mal, então eu tive que pensar em níveis de caras sacanas! O primeiro arremessa e fica olhando para trás, para ver a quantidade de estrago que ele fez. Já o segundo vem é o Joselito que não sabe brincar! Vem com as duas mãos, ergue acima da cabeça para arremessar a bomba.
O terceiro vem com ela como se fosse uma bomba de avião torpedeiro, com a bomba segurada embaixo do corpo, ele arremessa para frente, para que ele possa apreciar seu bem sucedido ataque. O quarto vem com raiva, antecipa bastante o arremesso em cima da cabeça, como se mirando em quem vai jogar. O quinto é um do que eu mais gosto, ele é sádico, lança a bomba para cima e fica olhando ela cair, assim que ela explode ele sai fazendo uma curvinha como se dissesse trabalho feito. O sexto era o mais importante para mim, porque depois da algazarra de todos eles passando, o último iria ficar com a camera só para ele, então decidi fazer uma graça com ele. Como esses personagens estariam em esterioscópico, o público estaria colados neles, então o último eu fiz se conectando com a audiência. Ele olha para a camera e mostra a lingua com as mãos na cara, como se debochasse do público.
Foi uma cena bem dífícil de fazer pois 6 personagens em 10 segundos de cena dão 1 minuto de animação então foi bem puxado. Mas o legal foi poder fazer o mesmo movimento várias vezes.
Eu sempre falo para os meus alunos da importância de se planejar para tirar da frente as idéias genéricas e se apegar a novas possibilidades de gerir a cena. Nesse exemplo eu realmente tive que quebrar a cabeça, e o pessoal ficou muito feliz com o resultado e eu também!
Espero que gostem!!
Abraços,

Hey there guys,
Here is a second shot I did for ReelFX project, Rockettes.
This shot really brought me some real challenges. This shot you guys are seeing is not a complete shot. Its just a fraction of a massive shot that was split in 6 parts so animators could get it done in time. So my share was to take 6 humbugs and make them dive and attack. The thing is, how to make six times the same movement and not make it look robotic or too coordinate that it seems to be only one character doing it. Well, the first thing i did was plan out the personas, how this characters would differ between them. So I planned them to be evil and tricksters and funny at the same time. So the first guy I planned to be a guy that really want to blow things up, so he throws the bomb with force and determination. The second guy couldn't be contained, so he's like raging, putts up the bomb over the head and uses both hands to do the most damage he could do. The third guy comes like an airplane, with the bomb under his body, he tosses it in front of him. The forth guy is sort of a break into the mess of movements, he comes holding the bomb over his head, with determination and cruel feeling. the fifth guy is the funniest. He throws the bomb upwards and he wait it to hit the ground to leave the shot. Its a bit like cat playing with a mouse. Instead of finishing off he plays with the dancers below. And the last guys was the most important one. Because he will have the whole stage only for him and the audience ll be lead to look at him only. So i planned to make with him the connection with the audience. After he throws, he looks at the public (that are wearing 3D glasses) and puts the tongue out and makes fun with the public. That was for me, a way to finish the bomb attack with character and not just doing what they were meant to do. Thats always important to remember. You can always at some spicy and flavor to the shot.
Hope you guys like it!
Cheers,